Rarecast - Fim do podcast sobre e-Sports

Natanael “pclloh” Rabelo, fundador do Rarecast, anunciou ontem o fim do podcast de e-Sport com a seguinte justificativa: “Não dá para viver de Hobby”.

O Rarecast foi lançado em Agosto de 2008 como o primeiro podcast nacional de Esporte Eletrônico. O programa era apresentado por pessoas influentes na comunidade, seguindo uma fórmula parecida com a das mesas-redondas do futebol. Um dos pontos altos do projeto foi a cobertura exclusiva feita da WCG Open nos meses de Março e Abril.

Confira abaixo na íntegra o anúncio retirado do site oficial:

Não dá pra “viver” de Hobby

Chega uma hora que cansa tentar fazer um trabalho interessante, ainda mais quando outras áreas da vida, mais importantes, como a formação acadêmica, batem na porta e te dizem que é hora de levar as coisas um pouco mais a sério.

O RareCast era um projeto interessante, começou como um podcast e foi crescendo aos poucos, teve uns picos de audiência muito interessantes, mas os sites de esporte eletrônico do Brasil não sabem linkar, temos links somente de sites parceiros.

Os ditos “concorrentes”, que as vezes não dominam o português e nem tem o menor conhecimento do cenário de esporte eletrônico em si acabam não citando um trabalho que generaliza e engloba toda a comunidade, como por exemplo, uma narração ao vivo de um jogo qualquer de Counter Strike 1.6 com medo de que exista um monopólio.

Lembrem-se que só tem monopólio se não existir nada que tenha uma boa qualidade para que haja competição, ainda bem que não chegamos nesse cenário ainda. Temos dois sites muito bons, mibr.com.br e teamplay.com.br, os outros correm atrás editorialmente falando.

Traduzir a notícia todos podemos traduzir, mas dissertar vejo pouca gente que dá conta de fazer. Nunca imaginei que pudesse também, até entrar no MYM.br como tradutor e ir expandindo minha visão dentro da área, chegando a criar o que vocês acompanharam por um tempo.

Quando você lidera um projeto como esse sente que só vai para frente quem puxa mais saco, quem lambe mais as bolas de quem está com “o poder” nas mãos. Eu senti isso com o número de colaboradores que apareciam do nada para entrar no RareCast. Coisas realmente pífias que vão desde “tenho 13 anos e seu mexer com áudio, tem vaga?” até gente que realmente puxa o saco e chega a incomodar as vezes, sendo esses foram podados em tempo.

A parte interessante é que há uma renovação muito grande nessa área. Mesmo sendo um hobby, muita gente leva a sério por um tempo, até ver, como eu vi, que trabalhar com editorial independente não dá certo. Até que você leve uns tapas na cara, e acabe desistindo pois o seu tempo não vale nada para quem está ganhando alguma coisa com o teu trabalho.

Gostaria de agradecer todos os colaboradores que já fizeram alguma coisa pelo RareCast, os jogadores do time de Dota, que eu espero que continuem juntos, e a todas as pessoas que acompanhavam nosso trabalho e torciam para que desse certo.